Oposição vai pedir impugnação da chapa liderada por Wellington Dias

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Alguns dos principais líderes da oposição do Piauí se reuniram na manhã desta quinta-feira (27) para confraternizar e iniciar as discussões para montar uma frente oposicionista para se contrapor ao Governo Wellington Dias (PT). Nos planos, está o ingresso de uma ação pedindo a impugnação da chapa liderada por Wellington que é composta pela vice Regina Sousa (PT) e pelos senadores, Ciro Nogueira Filho (Progressistas) e Marcelo Castro (MDB).

O ex-governador Wilson Martins (PSB), que concorreu ao Senado nestas eleições, foi o porta-voz da medida e afirmou durante seu pronunciamento, que está convicto de que a chapa do governador será penalizada, segundo ele, por irregularidades que teriam sido cometidas no pleito deste ano.

“Ação é robusta e trata de muita matéria. Muitas provas consistentes, de que eles tomaram a eleição com poder político e poder econômico. Com dinheiro apreendido, mas com aparelhamento do Ministério da Saúde. O Piauí recebeu R$ 180 milhões numa rubrica que foi aparelhada no final do ano passado. Há um contexto com muitos desmantelos. Eu acho que com a ascensão do [Sérgio] Moro para o Ministério da Justiça, será fundamental. Tenho aqui a esperança de que essa chapa majoritária será cassada, ou se não, será muito desgastada porque temos provas robustas de uma grande ação, e estou assinando junto com o Robert Rios, junto com o Luciano Nunes”, falou Wilson.

O anfitrião do encontro, o advogado Valter Alencar (PSC) também falou dos planos que foram previamente discutidos pelos políticos presentes ao evento.

“O ex-governador Wilson, o deputado Luciano, vão ajuizar uma ação de impugnação do mandato contendo provas materiais e robustas que existem no contexto da petição, a ser levada a juízo. Eu disse ao governador que gostaria de ler o processo, ver a materialidade daquilo que será ajuizado e dentro daquilo que eu entender que cabe essa ação, irei acompanhar. Mas primeiro, vou estudar o processo porque sei da seriedade que é uma petição na Justiça Eleitoral buscando exatamente o cancelamento do atual governador Wellington Dias”, disse o advogado.

Já o deputado estadual Dr. Pessoa (Solidariedade), afirmou que vai acompanhar todo o processo de discussões da oposição para que, no momento oportuno, decidir se vai participar do processo político de 2020 como candidato ou se ficará apenas acompanhando os fatos nos bastidores.

“Estou aqui ouvindo bastante, aliás, é o que vou fazer muito. Estou com tudo em minha mente e em 2020, eu posso ser candidato a prefeito, a vereador ou a nada. O que acho é que deve haver uma sintonia verdadeira da oposição, sair da conversação e partir para a efetivação das ações. Em 2022, eu já sei que serei candidato ou a deputado federal ou a estadual. Se vai ter algo no plano majoritário pode ser que sim, mas, vai depender da conjuntura e se vai haver confluência de apoios verdadeiros em uma eventual disputa a senador ou governador. Tudo vai depender do cenário da época”, disse Pessoa.

O deputado Luciano Nunes (PSDB) que se despende do mandato, já que optou por disputar o cargo de governador do Piauí ao invés de tentar a reeleição, disse que as conversas das oposições serão maturadas até a tomada das decisões mais efetivas. “Nós já estamos entrando com essa ação contra os desmandos da chapa eleita. Os indícios são robustos como, o desvio de recursos públicos, bem como outros objetos que serão alegados como prova material. O certo é que a oposição deverá se reunir para confrontar aquilo que não é benéfico para o nosso Estado”, ponderou Luciano.

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