Acusados de assaltos a bancos no Piauí morrem em confronto com a polícia de Alagoas

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O grupo teria tentado assalta um banco na cidade de Águas Belas, no estado no Pernambuco, mas a ação foi abortada pelos militares. Quadrilha já havia assaltado agências em Jaicós.

Uma intensa troca de tiros entre policiais e uma quadrilha especializada em assaltos a instituições financeiras terminou com 11 pessoas mortas na cidade de Santana de Ipanema, Estados de Alagoas. Entre os mortos havia acusados de assaltos a bancos nas cidades piauienses de Jaicós e Picos.

O caso aconteceu na noite desta quinta-feira (08) após os criminosos tentarem assaltar uma agência bancária na cidade pernambucana de Águas Belas. A ação foi percebida pelos PMs, que iniciaram uma perseguição e conseguiram abordar o grupo próximo à região de Dois Riachos, já no Estado de Alagoas.
De acordo com o comandante do 4º BPM de Picos, coronel Edwaldo Viana, dentre os mortos haviam pelo menos dois especialistas em explosivos. Mas o que chamou a atenção da polícia foi o armamento utilizado pelo grupo e que foi apreendido durante a ação: eram armas de uso exclusivo do Exército Brasileiro, de grosso calibre e com grande poder de fogo.
“Haviam dois fuzis, quatro espingardas calibre 12, muitas munições e muitos explosivos. Era material usado para detonar cofres, caixas eletrônicos, estruturas resistentes que guardam valores. O grupo era bem equipado nesse sentido”, pontuou o coronel. Ele acrescenta ainda que estes grupos criminosos conseguem a maioria deste armamento, que é de uso exclusivo das Forças Armadas, através do tráfico internacional de armas. “Ainda é muito fácil entrar no Brasil com material ilícito, porque a extensão territorial é muito grande e nossas fronteiras precisam de um patrulhamento mais forte”.
Os nomes dos 11 mortos no confronto não foram divulgados pela polícia, mas a PM-PI informou que, entre os assaltos praticados pelo grupo no Estado estão a explosão da agência do Banco do Brasil de Picos em março deste ano, a explosão de um caixa da agência do Banco do Brasil de Jaicós, em 2015 (um policial foi feito refém nesta ação), e o ataque à Casa Lotérica, Correios e Banco do Brasil também de Jaicós em janeiro deste ano.

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