Adão José de Sousa chega a Castelo e se declara inocente ao entrar no Fórum

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O clima na cidade é de comoção. As três adolescentes vítimas também já se encontram no local do julgamento. Réu pediu para conversar com defensores antes da sessão.

Adão José de Sousa se declarou inocente assim que desembarcou da viatura da Secretaria de Justiça, que o levou da Casa de Detenção de Altos para o Fórum Criminal de Castelo do Piauí. Segundo informações obtidas pelo Portal O Dia, o réu se dirigiu à população, que entoava palavras de ordens, e disse estar sendo vítima de uma injustiça.

O clima em Castelo do Piauí durante a manhã de hoje é de bastante comoção. Com a rua em frente ao Fórum interditada, a população se aglomera nas vias adjacentes, atrás das barreiras de pneus montadas pela Polícia Militar. Os moradores entoam gritos, se referindo a Adão como “assassino” e “monstro” e pedem Justiça às quatro adolescentes vítimas do crime. Uma delas, Danyelle Rodrigues, não resistiu aos ferimentos e foi a óbito no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) uma semana depois do ocorrido.

Segundo testemunhas, Adão pediu para conversar com sues defensores pouco antes de entrar no Fórum. O pedido foi acatado pelo juiz Leonardo Brasileiro e eles se encontram isolados em uma sala tratando sobre as estratégias de defesa para o julgamento, que deve começar por volta das 10h30min.

Iniciada às 07h55min

Pelo menos 30 policiais militares de Castelo do Piauí, Campo Maior e Teresina foram deslocados para fazer a segurança do Fórum Criminal, onde acontece durante o dia de hoje (27) o julgamento de Adão José de Sousa, réu apontado como mentor do estupro coletivo a quatro adolescentes ocorrido em 27 de maio de 2015 em Castelo do Piauí.

O reforço na segurança foi justificado principalmente pela comoção e repercussão que o caso gerou. O juiz Leonardo Brasileiro, que vai conduzir o julgamento, afirmou que a presença de Adão na cidade onde ocorreu o crime, após três anos, poderá causar animosidade nos moradores e resultar em tumulto. A justiça quer evitar o que ocorreu quando da apreensão dos menores envolvidos no crime. À época, a população castelense se revoltou e tentou retirar os adolescentes da guarda da polícia e fazer justiça com as próprias mãos.

A rua onde fica localizada o Fórum de Castelo foi interditada e a sessão do julgamento ocorrerá a portas fechadas, uma vez que o caso segue em segredo de Justiça. Estarão presentes na sala somente o juiz da Comarca, Leonardo Brasileiro; o promotor Leonardo Trigueiro, representando a acusação do Ministério Público; o réu, Adão José de Sousa; os defensores públicos Dácio Rufino e Leandro Ferraz; as testemunhas de defesa e de acusação e o Conselho de Sentença.

Este Conselho será composto por cidadãos comuns, entre trabalhadores liberais e servidores públicos, que foram convocados para compor o júri. 30 pessoas foram chamadas, mas somente sete, dentre elas, serão sorteadas para acompanhar o julgamento e formar o Conselho de Sentença.

O rito

Os primeiros a se manifestar durante o julgamento serão os peritos da Polícia Civil, que prestarão esclarecimentos acerca das circunstâncias do crime e provas materiais colhidas que apontam a autoria do delito. Em seguida, manifestam-se as testemunhas de acusação e depois as de defesa. Adão será ouvido logo após as testemunhas e após isso se inicia o debate entre o representante do Ministério Público e os defensores do réu. Na etapa final, será concedido um tempo para a réplica da acusação e tréplica da defesa e, por fim, será proferida a sentença.

Foto: Douglas Cordeiro

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