Empresário é condenado a 12 anos de prisão por morte do ex-prefeito de Domingos Mourão

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Após apresentação dos últimos argumentos da defesa do réu, a juíza da 1ª Vara Crimnal da Comarca de Piripiri, Luciana Cláudia Medeiros de Souza, proferiu a pena de 12 anos de reclusão em regime fechado para Elano Barroso de Oliveira. A sentença foi proferida por volta das 18h30 desta terça após cerca de 10 horas de julgamento.

O réu respondia em liberdade e mesmo com a pena estabelecida em primeira instância, é possível que recorra ao TJ-PI ainda em liberdade. A obrigatoriedade de prisão é somente em caso de ser condenado em segunda instância.

Para a promotora do caso, Ana Cecília Rosário Ribeiro, o Ministério Público sai do julgamento com a sensação de dever cumprido, que mesmo após uma espera de 13 anos a justiça foi feita.

” Existiam provas contundentes nos autos que acabaram sendo reconhecidas pelo conselho de sentença. Então o MOP sai com a  sensação de dever cumprido e de que a família após passar tanto tempo ela consegue alcançar a Justiça”, disse a promotora.

A defesa do réu garantiu que irá recorrer da decisão.

“Confesso que me causou espanto essa condenação, mas, enfim, como o júri é soberano, não compete a mim avaliar. O que vamos fazer é interpor o recurso ao Tribunal de Justiça do Piauí e recorrer dessa decisão. O entendimento da defesa é que o Elano em momento algum foi o mandante”, disse o advogado do réu, Carlos Douglas.

Atualizada às 16h19

Neste momento a Promotora de Justiça do caso, Ana Cecília Rosário Ribeiro, pronuncia a réplica para os jurados e conselho de sentença do júri de Piripiri. O julgamento já se estende desde a manhã desta terça-feira (10). Após a fala da promotora, os advogados que fazem a defesa do réu terão mais uma hora para apresentar seus últimos argumentos para o júri. A réplica da promotora é auxliada pelo advogado assisente do Ministério Público, Virgílio Bacelar.

Após a última fala dos advogados de defesa do réu, a juíza Luciana Cláudia Medeiros de Souza se reunirá com o Conselho de Sentença para fazer a dosagem da pena, caso seja condenado.

Atualizada às 12 horas

O júri popular do acusado de matar o ex-prefeito de Domingos Mourão, Aluiz Ferreira Viana, acontece nesta terça-feira (10) no Fórum Desembargador João Turíbio de Santana no municipio de Piripiri. O julgamento acontece após 13 anos do crime, ocorrido no dia 24 de setembro de 2005. O réu é o empresário Elano Barroso de Oliveira. O Ministério Público do Piauí ofereceu a denúncia. Por volta das 11h30, o acusado respondeu as perguntas da juíza e do assistente de defesa. 

A viúva de Aluiz Viana, Lúcia dos Santos Viana, e os filhos Fabrício e Diego Viana, relatam que o processo é doloroso, pedem que todos os culpados sejam presos e seja feita Justiça. O ex-prefeito foi morto com sete tiros. 

“A família sofre há 13 anos a perda do meu marido e luta para que os culpados sejam punidos. O Aluiz (Viana) deixou órfãos não apenas meus filhos, mas milhares de pessoas em Domingos Mourão. Nós clamamos a Deus por Justiça e acreditamos que a Justiça dos homens seja feita”, declara a viúva Lúcia Viana.  

O julgamento será presidido pela juíza da 1ª Vara Criminal da Comarca de Piripiri, Luciana Cláudia Medeiros de Souza. O processo tem oito volumes e 1.800 páginas, já foi acompanhado por vários promotores, sendo o promotor de Justiça, Meton Filho, já falecido, o autor da denúncia à Justiça.

A promotora de Justiça Ana Cecília Rosário Ribeiro e mais dois advogados assistentes vão fazer parte da banca de acusação. Um dos advogados é o Dr. Virgílio Bacelar, de Teresina. A defesa do empresário Elano Barroso será feita pelo advogado de Piripiri, Antonio Ferreira Filho. 

 O crime

O assassinato aconteceu na madrugada do dia 24 de setembro de 2005, quando o ex-prefeito Aluiz Ferreira Viana saía de uma seresta, no Bar Toinho da Torre, no bairro Prado, zona Sul de Piripiri. O político foi alvejado com vários tiros desferidos por dois pistoleiros, identificados como os irmãos Cristóvão e Crisdean Neves, que era adolescente na época.

Em 2009, um dos irmãos, Cristóvão Neves, mais conhecido como Tovim, foi morto a tiros em São Paulo; a suspeita é de que tenha sido “queima de arquivo”. A investigação da polícia apontava que ele pode ter sido morto quando tentava extorquir dinheiro do empresário Elano Barroso, dono da empresa E.L Barroso Tur, que faz linha Piripiri – São Paulo.

Promotora fala aos jurados. Réu (à esquerda na foto) acompanha o julgamento; Foto: Divulgação

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