Mandante da morte de ex-prefeito de Domingos Mourão será julgado nesta terça (10)

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Após 13 anos do assassinato do ex-prefeito do município de Domingos Mourão, Aluiz Ferreira Viana, morto a tiros em 24 de setembro de 2005, vai acontecer, nesta terça-feira (10), o julgamento do mandante do crime, o empresário Elano Barroso de Oliveira, segundo denúncia do Ministério Público. O Júri Popular será realizado Fórum Des. João Turíbio de Santana, no bairro Fonte dos Matos, em Piripiri, a partir das 8h30.   

A viúva de Aluiz Viana, Lúcia dos Santos Viana, e os filhos Fabrício e Diego Viana, pedem que esse processo tão doloroso chegue ao fim com a prisão de todos os culpados e que seja feita Justiça.

“A família sofre há 13 anos a perda do meu marido e luta para que os culpados sejam punidos. O Aluiz (Viana) deixou órfãos não apenas meus filhos, mas milhares de pessoas em Domingos Mourão. Nós clamamos a Deus por Justiça e acreditamos que a Justiça dos homens seja feita”, declara a viúva Lúcia Viana.  

O julgamento será presidido pela juíza da 1ª Vara Criminal da Comarca de Piripiri, Luciana Cláudia Medeiros de Souza. O processo desse crime de assassinato, que tem oito volumes e 1.800 páginas, já foi acompanhado por vários promotores, sendo o promotor de Justiça, Meton Filho, já falecido, o autor da denúncia à Justiça.

A promotora de Justiça Ana Cecília Rosário Ribeiro e mais dois advogados assistentes vão fazer parte da banca de acusação. Um dos advogados é o Dr. Virgílio Bacelar, de Teresina. A defesa do empresário Elano Barroso será feita pelo advogado de Piripiri, Antonio Ferreira Filho, mais conhecido como Dr. Dulce.

O crime

O assassinato aconteceu na madrugada do dia 24 de setembro de 2005, quando o ex-prefeito Aluiz Ferreira Viana saía de uma seresta, no Bar Toinho da Torre, no bairro Prado, zona Sul de Piripiri. O político foi alvejado com vários tiros desferidos por dois pistoleiros, os irmãos Cristóvão e Crisdean Neves, que era adolescente na época.

Em 2009, um dos irmãos, Cristóvão Neves, mais conhecido como Tovim, foi morto a tiros em São Paulo, possivelmente, como queima de arquivo. A investigação da polícia apontava que ele pode ter sido morto quando tentava extorquir dinheiro do empresário Elano Barroso, dono da empresa E.L Barroso Tur, que faz linha Piripiri – São Paulo.

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