Marido se entrega e confessa assassinato de professora a golpes de faca no Piauí

Caso de feminicídio aconteceu no último domingo (3) na zona rural de Luís Correia. O homem ficou foragido por 72 horas e, após prestar depoimento, foi encaminhado à penitenciária de Parnaíba.

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Se entregou na tarde desta quarta-feira (6) à Delegacia de Polícia Civil de Luís Correia, no litoral do Piauí, Raimundo Nonato Pereira, de 32 anos, que confessou o assassinato a facadas da esposa, Selene Veras Roque, de 28 anos, no último domingo (3), na zona rural do município. A perícia informou que a mulher sofreu 26 perfurações na casa onde morava.

O homem fugiu após cometer o crime. Depois de quase 72 horas foragido se entregou acompanhado do advogado. O homem prestou depoimento na delegacia e foi encaminhado para a Penitenciária Mista de Parnaíba. O delegado de Polícia Civil de Luís Correia, Maikon Kaestner, disse que o homem alegou desentendimento do casal antes do crime.

“O casal já vinha brigando há muito tempo. Já tinham se separado algumas vezes e havia ciúmes por parte dele. Ele falou que a relação estava desgastava e ele não queria a separação. No domingo ele deixou cedinho ela na pós-graduação e foi ao bar beber. Meio dia, pegou ela, almoçaram, tiveram uma leve discussão, foram para o povoado onde moravam, discutindo. Voltando pra casa, eles continuaram a discussão até o momento que ela pediu a separação, dizendo que não amava mais ele”, relatou.

Em depoimento, o assassino confesso disse que a filha do casal não estava em casa e que, não se lembra de detalhes de como foi o crime. “Depois, acirrou a briga até o momento que estavam na sala discutindo, e ele querendo que ela ficasse. A filha não estava no local, estava na casa da madrinha. Ele estava na cozinha, lembra que pegou uma faca e diz ele que não lembra como foi no calor da emoção. Não lembra quantas facadas, disse que só veio a si quando se deparou com ela morta no chão”, detalhou o delegado.

Após fugir, o homem procurou o irmão que também mora no povoado. De acordo com o delegado, as pessoas que acobertaram Raimundo podem ser indiciadas no inquérito. “Podem ser indiciados, quando for concluir. Todos que ajudaram ele a fugir podem ser indiciados por crime de menor potencial ofensivo, porém serão indiciados também”, disse.

 

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