Piauiense envolvido em assédio é denunciado e pode responder por crime na Rússia

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O engenheiro piauiense Luciano Gil Mendes Coelho, um dos envolvidos em um caso de assédio na Rússia, e seus amigos, podem responder por crimes contra a honra no país da Copa.

Eles aparecem em um vídeo em que o grupo de brasileiros fazem uma russa falar em português palavras de conotação sexual.

A jurista russa Alyona Popova denunciou os brasileiros e fez uma petição sobre os atos que considerou de machismo, humilhação pública à honra e a dignidade de outra pessoa.

A justiça russa investiga o caso tendo como base a petição e a repercussão internacional da imprensa. Os brasileiros podem responder de forma criminal e podem até ter restrições no país.

A petição de Popova, que é uma referência na defesa dos direitos das mulheres na Rússia, cita que os brasileiros devem um pedido de desculpas à mulher e a sociedade russa.

PIAUIENSE ENVOLVIDO
Luciano é da cidade de Jaicós, mas mora em Picos, ele já foi secretário de Educação e Saúde. Ele também trabalhou na Prefeitura de Araripina (PE) e no Crea-PI, sendo preso em 2015 em uma operação da Polícia Federal com a  Controladoria Gera da União, suspeito de integrar um grupo que desviada recursos da prefeitura pernambucana.

Além de Luciano, um policial, um funcionário da Latam e um ex-secretário de Turismo estão envolvidos na polêmica causada durante a Copa, que gerou repúdio em várias partes do mundo.

 Ao Uol, Luciano disse que é um pai de família, que ele e seus amigos são trabalhadores e que exageraram na bebida. Ele pediu desculpas às mulheres, mas que não agrediu mulher nenhuma e classificou a situação como uma brincadeira.

 

CREA-PI REPUDIA ATO
O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (Crea-PI) lamentam profundamente que um profissional com registro no Sistema Confea/Crea, tenha participado do infame episódio de misoginia e sexismo realizado por um grupo de brasileiros durante a Copa do Mundo 2018.

O exercício da engenharia abrange a promoção da segurança, da qualidade de vida, da sustentabilidade, da proteção aos valores mais caros da experiência profissional e não o protagonismo de cenas lamentáveis e vergonhosas que desrespeitam a mulher, estrangeiros ou qualquer pessoa.

Desde 2014 o Confea possui um grupo de trabalho Equidade de Gênero e o código de ética das profissões ressalta que a “a profissão é alto título de honra e sua prática exige conduta honesta, digna e cidadã”.

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