Polícia Civil investiga morte de homossexual em Piripiri

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cxradio.com.br

Segundo informações da delegada Lucivânia Vidal, a vítima foi encontrada com sinais de agressão no domingo (7), encaminhada ao hospital, mas acabou não resistindo aos ferimentos e morreu.

Valteres Peixoto, de 30 anos, morreu nesta terça-feira (09) em Piripiri após ter sido encontrado com sinais de agressão. Ele estava internado no Hospital Regional Chagas Rodrigues há dois dias e a polícia investiga se foi um crime de homofobia, já que ele era homossexual.

Segundo informações da delegada Lucivânia Vidal, a vítima foi encontrada com sinais de agressão no domingo (7), encaminhada ao hospital, mas acabou não resistindo aos ferimentos e morreu. A Polícia Civil só foi informada sobre o caso nessa terça-feira.

“A informação chegou na delegacia hoje, mas no entanto ele foi encontrado na região Engancho, próximo a BR 343. O Samu levou ele para o Hospital Regional Chagas Rodrigues. A polícia não havia sido comunicada e até então a gente não sabia. Ele ficou em coma no hospital. A necrópsica será feita amanhã e ainda não sabemos a causa da morte, mas o prontuário diz que ele chegou com uma lesão na cabeça e com sintomas de alcoolismo. O Grupo LGBT foi informado hoje sobre esse caso e nos repassou. Eu já solicitei a presença dos familiares da vítima para que seja registrado o Boletim de Ocorrência”, explicou a delegada.

Lucivânia disse que as informações já começaram a ser colhidas, mas a demora para que a polícia fosse informada, acabou prejudicando a investigação. Ela apura se o crime se trata de um caso de homofobia e tenta descobrir porque a demora de amigos e familiares de informarem o caso.

“Ele sofreu traumas, mas não sei como foi ainda. Ele foi agredido, isso é fato. Existe uma linha de investigação que a gente já sabe, mas que eu ainda não quero informar. Agora o motivo, se foi homofobia ou foi outro tipo de crime, não sabemos ainda. Ele era homossexual, mas não posso dizer nesse momento se foi um crime de homofobia, eu não vejo ainda isso, pois está muito vago. O que estranhei é que isso ocorreu no domingo, e a família e nem ninguém foi até a delegacia informar esse fato. Somente hoje que a polícia foi informada pelo grupo LGTB, que também não sabia e ficou sabendo hoje. Passaram dois dias e as provas já fluem né, deixa o caso mais complexo. A perícia será feita e vamos colher mais informações”, destacou.

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